barco-tempestade

 

Era apenas mais uma noite de Janeiro, nesta cidade do interior do Paraná. Para alguns, tudo o que conhecem de mundo, para outros um dos esconderijos dele. Estrutura montada, palco, luzes e voz, tudo funcionando em perfeita harmonia. As equipes de trabalho à postos e operando para que tudo funcionasse. Cada um com sua função, seu script.

A presença de Deus sempre é perceptível, afinal, eram mais de dois ou três reunidos naquela quadra, que há alguns dias, virara o local destinado as reuniões de culto! O tema da noite? Sofrimento. Até então as experiências mais fortes relacionadas a ele tinham sido o almoço “escasso” e talvez as filas do dia-a-dia. Mal sabiam o que viria em questão de minutos.

A música alta abafava os primeiros trovões, o som da chuva do lado externo era encoberto pelas vozes entoando “Sopra Espírito” e tudo parecia sob controle…parecia! Ironicamente, ou não, as rajadas de vento começaram a soprar mais forte, a ponto de começar a desestabilizar a estrutura lateral (tecidos e proteções elaboradas pela equipe) a qual impedia que a chuva chegasse nos visitantes, algumas (muitas) goteiras ganharam vida na cobertura da quadra, fazendo com que as equipes se mantivessem em certo estado de alerta. Nada do que já não haviam passado em outros congressos.

De repente, fomos surpreendidos por o que parecia incontrolável (e de fato era), a estrutura/decoração antes pensada e executada com tanto amor dava sinais de que entraria em colapso em questão de tempo. A força da natureza era tão intensa que já não tinham forças para contê-la. Nessa hora não existia “programa”, “logística”, “cantina”, “segurança”, “interação”, eramos todos UM, em prol de um objetivo maior: manter o cronograma de forma segura.

Os gritos de desespero já eram avistados de qualquer canto, era uma espécie de sobrevivência x ajuda emergencial. Enquanto parte do corpo operava para que o mínimo de segurança fosse estabelecido naquele lugar, outra metade, comumente denominada “teen”, era imersa em contrição, quebrantamento e adoração. A impressão, é que nada os tinha atrapalhado.

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Demorou um tempo para que TODO o corpo percebesse o que acontecia. A tempestade voltara a ser chuva, os ventos impetuosos transformaram-se em leves brisas de verão, mas o que ficara? A ruptura da estrutura física, emocional e espiritual. E à partir deste momento, as duas metades começaram a dialogar na mesma linguagem, em sintonia com o Espírito.

O caos ainda se fazia presente naquele lugar, mas algo, ou melhor, ALGUÉM, o sobrepunha de maneira incrível, majestosa e magnífica. Éramos todos um pequeno barco, dentro de nossos medos, preocupações e protocolos, e Ele vinha para nos mostrar que não trabalha com circunstâncias. Ele é dono do tempo, da alegria e do sofrimento, da vida e da morte. Naquele momento, éramos todos sua noiva, sendo mexidos e remexidos em nosso interior, por Aquele que atua com amor e graça.

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O ensinamento? Dentre os muitos, algo em especial marcou nosso coração: Deus tem o lugar certo para você! Talvez você seja a metade que O louva e adora em Espírito, e por isso tem a oportunidade de interceder pelo resto do corpo. Entretanto, talvez seu lugar esteja mais relacionado a entrega, doação e serviço, para que outras partes do corpo possam contemplar o Pai. Qual o seu lugar? Ah, isso é algo que somente o Senhor poderá te instruir. Esteja sensível, Ele irá te usar!

Sinceramente, não sabemos se esse relato será capaz de atingir seu coração e transformar sua vida, mas temos a certeza de que para os sobreviventes da grande tempestade, as marcas dessa noite perdurarão pela eternidade.

 

Equipe iTSBR.

#XAV #noizie #iTSBR #summercamp #ÉLEMÉÁMA

One Comment

  • Texto lindo, e mesmo ter vivido cada momento… mesmo assim, fui edificado com as palavras novamente. Ontem, eu meio que me sentir como Noé e sua família, dentro dá Arca. Não tinha muito o que fazer, mesmo pq estavam trancados por dentro, Deus é quem estava no controle de toda aquela situação. Entendo que, o que eles tinham agr a fazer, seriam apenas dias coisas: esperar com paciência e adorar a Deus, cantar louvores; como Paulo e Silas na prisão. Tem certos momentos em nossas vidas, que nos deparamos com certas tempestades, que nos empede de fazermos qlq coisas…Mas o fato importante, e que n podemos esquecer, é que: TODOS, estavam seguros, protegidos, dentro dá Arca…Dentro dá quadra.

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